A campanha eleitoral para as legislativas de 6 de Fevereiro em Cabo Verde começou hoje. Apesar de serem cinco os partidos concorrentes, apenas dois podem aspirar à vitória.
Apenas o Partido Africano da Independência de Cabo verde (PAICV, no poder, com 41 deputados) e o Movimento para a Democracia (MpD, maior partido da oposição, com 29 parlamentares), podem chegar à vitória, reforçando a bipolarização que se vive desde a instauração do multipartidarismo em 1990.
Dos restantes partidos que se apresentam aos 309.617 eleitores inscritos, apenas a União Cabo-Verdiana Independente e Democrática (UCID) conseguiu eleger os restantes deputados que formam a Assembleia Nacional.
O Partido do Trabalho e Solidariedade e o Partido Social Democrata são as restantes formações partidárias que se apresentam ao eleitorado cabo-verdiano.
Em jogo está a eleição de 72 deputados representantes de 13 círculos eleitorais - dez no arquipélago e os restantes na diáspora: África, Américas e Europa e Resto do Mundo.
Pela primeira vez, num escrutínio em Cabo Verde, os candidatos ao cargo de primeiro-ministro apresentaram na pré-campanha as suas propostas para a governação do país nos próximos cinco anos, em debates transmitidos simultaneamente pela rádio e televisão públicas.
O primeiro dos três debates juntou os líderes dos quatro partidos que concorrem a pelo menos cinco círculos, o segundo opôs os dirigentes máximos da UCID e do PTS.
O último debate colocou frente-a-frente José Maria Neves (PAICV) e Carlos Veiga (MpD), as faces da bipolarização em Cabo Verde.
Consensualmente apresentado como exemplo de sucesso em África, Cabo Verde tem como melhor trunfo a boa cotação das contas do Estado, que merecem nota positiva das organizações económicas e financeiras internacionais, como o Banco Mundial (BM) e Fundo Monetário Internacional (FMI), que elogiam, ano após ano, a transparência e a boa governação.
Segundo as Nações Unidas, Cabo Verde deverá cumprir todas as oito metas dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) antes do prazo previsto, em 2015.
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